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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Já Quê?

Jacuzzi? Não sei, nunca ouvi falar disso. Agora limpeza a seco no lavatório da casa de banho fomos nós que inventámos!

sábado, 29 de novembro de 2008

Gémeos

Mas não siameses! Cá em casa os homens é que mandam, a tampa da sanita está sempre levantada!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Cá Em Casa

Todas as crianças são tratadas por igual, independentemente de credo, raça ou quantidade de pêlo.

quinta-feira, 27 de março de 2008

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Dr. Strange Dog


A estranha poção entrou-lhe na mente com a força de dois infernos ou mais. Surpreendido, tentou em vão evitar-se mutante. Sentia-se diferente e ainda não sabia em quê.

Olhava-se ao espelho e não se reconhecia, as coisas que fazia na sua mente aturdida em nada correspondiam às de que se pensava capaz.

Tentou em vão reconstruir os farrapos que a memória decadente teimava em esconder por detrás de uma cortina de penumbra. "Estes não são os meus olhos... estas mãos... sujas... sujas de quê? Isto não sai, isto não sai...". E os olhos trocistas que lhe respondiam ao apelo do outro lado do espelho... sugerindo uma verdade sob a forma de um som, uma imagem repentina... uma chave que rodava ferrugenta numa porta remota e esconsa nos meandros labirínticos da memória.

Até que a verdade lhe surgiu inteira e nua como
o vermelho cor de sangue que lhe cobria a prova de um crime de que não se podia assumir autor.

O olhar que o confrontava como um gigantesco ponto de interrogação reflectido a partir do seu, enlouquecido pela dúvida e ansioso pela reconstituição dos passos perdidos na noite que, assim o julgava, o deitara a perder.

Na parede da sala o esboço de um cenário de horror, pintado com ira, rasgada a fina tela que o separava agora da insanidade mental. Somava dois mais dois, os seus olhos e os que o espelho lhe devolvia, insanos. E mirava a destilada iguaria como derradeira tábua de salvação...

E as horas perdidas na memória, retornaram avassaladoras, qual maré reprimida e agora liberta, enquanto, acto contínuo, escondia a tela na arrecadação, onde tantas outras aguardavam o derradeiro palimpsesto moribundo. Lavou sofregamente as mãos, até doerem tanto como a alma fustigada pela consciência pesada.

E enquanto esperava pelo raiar da manhã que revelaria o seu crime, tranquilo na perfeição do dito mas exangue ante a perspectiva de um pequeno e insignificante erro que deitaria tudo a perder, avançou desesperado em direcção à poção mágica
que lhe entrou na mente com a força de dois infernos, ou mais…

Coisado a dois por CatDog e Medusasss